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O fruto do trabalho realizado pela Equipa de Coordenação de Justiça e Paz e pelos participantes das Dioceses presentes aos Cursos é o pequeno manual de educação política para as Eleições Autárquicas, um instrumento precioso nas mãos dos Agentes diocesanos de pastoral para falar às comunidades da responsabilidade do cristão na política.
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Tema
central do trabalho |
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| Em 2002 a atenção
da nação ficou polarizada pela celebração dos
10 anos da Paz no nosso País e o tema central do trabalho da Comissão
Episcopal de Justiça e Paz gravitou ao redor deste evento, culminando
com o Simpósio “Processo de Paz antes e depois do Acordo Geral”
realizado na semana do Aniversário, nos dias de 1 a 4 de Outubro
de 2002. Em 2003 e 2004 outros eventos importantes para a consolidação da Paz no nosso País estão programados. Os principais são, sem duvida nenhuma, as Eleições Autárquicas, neste ano, e as Eleições Presidenciais e Legislativas no próximo ano. Justamente na escolha dos representantes da sociedade responsáveis da administração do desenvolvimento da Nação o povo Moçambicano é chamado a participar directamente na consolidação da Paz e na construção de um futuro melhor para a nossa terra. Para a Comissão Episcopal de Justiça e Paz o tema das Eleições será portanto o tema central e nacional que noteará todo o programa de trabalho, a nível nacional e diocesano, durante os dois anos. A preocupação principal é que o povo, com seu voto, escolha os seus representantes políticos a partir não da fidelidade político a este ou aquele partido, mas pelo critério de serem as pessoas comprometidas com um programa eficiente e possível de melhorar de facto a vida de todos os Moçambicanos, independente da filiação partidária de cada um deles. Para saber quais são as intervenções necessárias e eficientes que podem proporcionar uma vida melhor ao povo moçambicano será necessário, em Grupos de Trabalho, conhecer quais são as expectativas do nosso povo quanto a saúde, escola, comunicação, trabalho, terra, produção, transporte... e quais os passos básicos necessário e possíveis para que este expectativas sejam atendidas. Escrevermos juntos um projecto político para o nosso País e elegermos somente as pessoas comprometidas com este projecto. Eis o objectivo que dinamizará o trabalho desta Comissão durante os próximos dois anos. É um sonho ambicioso que queremos realizar juntos a tantos outros
da sociedade civil, das ONGs, das outras Comissões da Conferência
Episcopal, que ompartilham o mesmo sonho e trabalham as mesmas tamáticas.
Ensinar ao nosso povo não somente a votar, mas principalmente a
escolher pelo voto os seus representantes mais comprometidos com o melhoramento
qualitativo da vida de todos os moçambicanos. Superar a polarização
partidária e dar vida de facto ao pluripartidarismo democrático
muito necessário para consolidar a democracia e a paz do nosso
País. O bem do nosso povo não é propriedade de um
partido ou de um grupo, é um valor e uma responsabilidade de todos
os moçambicanos. |
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