Quem
somos: breve hístorico
De 1992 a 1995 a Comissão
Episcopal de Justiça e Paz em conjunto com a Caritas
Moçambicana trabalhou no célebre Programa da “Pacificação
e Reconciliação”, mais conhecido
pelo Programa dos “Integradores Sociais”.
Este programa tinha como objectivo fundamental contribuir na
mobilização da opinião pública para
o perdão e a reconciliação nacional. Por
ele, e tendo em conta a capilaridade da Igreja, foi possível,
através dos Integradores Sociais, fazer com que a mensagem
do perdão e da reconciliação se difundisse
rapidamente a todos os cantos do País.
Para o período de 1996
até princípios de 2000, foi desenhado e realizado,
pela Comissão Episcopal de Justiça e Paz, um novo
Programa: o da “Consolidação da
Paz”. Nessa altura a sociedade moçambicana
conhecia novos contornos sócio-polícos: já
se falava de Eleições Autárquicas, de Democracia,
dos Direitos Humanos, e sentia-se cada vez mais a necessidade
de esclarecer tais conceitos para evitar confusões no
seio das populações. Os Integradores Sociais,
que tinham nascido para um fim específico, passaram a
ser denominados de Animadores da Justiça e Paz e levaram
a efeito o Programa da “Consolidação da
Paz” com cursos de formação cujo objectivo
fundamental era o de contribuir para a criação
e o desenvolvimento da Cultura de Paz na sociedade moçambicana.
Dentro do Programa foram dados muitos cursos de formação,
tais como: Direitos Humanos, Lei da Terra, Ecologia, a Problemática
da Mulher e outros.
Tanto no Programa da “Pacificação
e Reconciliação” como no da “Consoliidação
da Paz” utilizou-se o método da formação
de multiplicadores, o que permitiu que, em pouco tempo, os cursos
atingissem o maior número de comunidades.
Depois da interrupção
do Programa da “Consolidação da
Paz” a Comissão Episcopal de Justiça
e Paz, sob a orientação do falecido Irmão
Justino Hartmann, que na altura era o seu Secretário
Geral, elaborou um novo Programa: “Educando para
a Cidadania”. Este Programa, tem como objectivo
a consolidação da Paz através da formação
cívica dos cidadãos, à luz da Doutrina
Social da Igreja, para o conhecimento dos seus direitos e deveres.
Tem a preocupação também de criar espaços
para que todo cidadão possa se expressar livremente e
participar activamente da vida social, política e económica
do País, a fim de consolidar uma sociedade civil comprometida,
amadurecida e responsável. E é neste Programa
que a Comissão está a trabalhar.