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Que fazemos: os nossos grupos de trabalho

Uma preocupação presente no Programa de 2002 é a vontade de tirar a Comissão Episcopal de Justiça e Paz do isolamento e integrar no projecto “Educando para a Cidadania” o maior número de actores possível, a nível de participação individual e de grupos organizados, para chegarmos a programar intervenções conjuntas com outras Comissões Episcopais, Organizações, Entidades que trabalham as mesmas temáticas de justiça, formação para a cidadania e comunicação.

A Comissão Episcopal de Justiça e Paz trabalhou em diferentes frentes abrindo espaços de diálogo e intercâmbio principalmente através de Grupos de Trabalho:

  • Grupo da Formação

Em 2002, este Grupo se consolidou e cresceu bastante. Foi responsável pela montagem de Seminários, Simpósio e Encontros e pela visualização do nosso trabalho.

Foi com este grupo, composto por um núcleo básico de educadores religiosos e estagiários, que se realizaram encontros com outras ONG’s com as quais estamos trabalhando principalmente as duas temáticas: a educação cívica nas escolas com o objectivo de preparamos, juntamente com outras ONG’s, um manual básico de edução moral e cívica para escolas e grupos; a preparação da sociedade civil moçambicana para as próximas eleições, autárticas em 2003 e gerais em 2004. Como dissemos acima este grupo de trabalho foi responsável também pela montagem do Simpósio realizado nas Comemorações dos 10 Anos dos Acordos de Paz e da criação de todo o material de visualização do mesmo evento: camisetas, cartazes, tríptico...

  • Grupo da Sociedade Moçambicana

O Grupo nasceu a partir do programa de Comemoração dos 10 anos do Acordo de Paz. O oibjectivo era ter uma reflexão da sociedade moçambicana sobre este evento importantissimo na história do País. Foi altamente gratificante para todos trabalhar neste Grupo.

Duas notas marcantes dever ser salientadas em relação ao trabalho deste grupo:

- A vontade, disponibilidade e responsabilidade destes profissionais em trabalhar no Programa da Comissão Episcopal de Justiça e Paz;
- A importância da presença do leigo profissional e comprometido na reflexão e na actuação da Igreja.

O desafio que a Comissão Episcopal de Justiça e Paz terá pela frente será o de manter activo este grupo como núcleo de reflexão e análise sócio-política da Igreja moçambicana para produção e publicação de material formativo e informativo.

  • Grupo de Apoio Jurídico

A caminhada com este Grupo de Trabalho foi um pouco mais lenta. Difícil foi a definição da tarefa específica exigida pela Comissão Episcopal de Justiça e Paz dos profissionais de Direito. O Grupo de Assessoria Jurídica ficou afinal com a tarefa de estudar os mecanismos jurídicos na problemática dos bens familiares em caso de morte, conflicto ou separação do casal, tanto no jurisprudência formal quanto nas formas da jurisprudência tradicional. Identificar as regras e formas que podem ser integradas e usadas nestes confictos de forma simples e que resolvam de facto os problemas que se repetem diariamente na vida das famílias moçambicanas, principalmente na vida das mulheres e no interior do País. O objectivo final será a publicaçao destas informações em brochuras simples e prácticas para serem usadas em todas as comunidades, principalmente onde não haja estrutura jurídica formal, quer dizer em quase 80% do País.

  • Grupo de Comunicação

Apesar da problemática da comunicação ser uma das prioridades do Programa da Comissão Episcopal de Justiça e Paz, a estruturação deste grupo de trabalho foi muito lenta. Vários factores foram determinantes neste atrazo: a realidade de extremo isolamento em que vive a quase totalidade do País, o pouco conhecimento do mundo da comunicação por parte da Coordenação, a dinâmica própria que hoje a comunicação tem, os novos meios de comunicação privilégio exclusivo das grandes cidades, o facto que todos os trabalhos pastorais da Igreja passam por este caminho e, consequentemente, muitos actores devem ser envolvidos num programa deste, actores estes que trabalham normalmente em intervenções pontuais ou isoladas. Por último os custos e a qualificação que um programa eficiente de comunicação exige.

O ponto de partida pensado é a publicação em Web Site do trabalho feito pela Igreja moçambicana através da Comissão Episcopal de Justiça e Paz para que seja conhecido e reconhecido. Por este caminho também se pretende encontrar aliados e financiadores dispostos a apoiar o trabalho feito pelas Comissões Diocesanas de Justiça e Paz junto às comunidades locais.

Foi solicitado um técnico que faça a montagem da citada Web Site e, paralelamente, prepare uma equipa local nas técnicas e nas linguagens informáticas. Com a saída do mesmo técnico este grupo terá condições de continuar gerenciando e actualizando a Web Site. Outro objectivo é melhorar a qualidade de toda a nossa produçao de comunicação e o uso correcto de todos os Meios de Comunicação, para que os benefícios da comunicação cheguem a todos e principalmente aos grupos alvo mais isolados que, na actualidade, são privados do accesso a este mundo da comunicação. Experiências positivas são a visualização do Simpósio da Comemoração dos 10 Anos da Paz e a publicação das Actas do mesmo evento.

O sonho maior é de integrar todas as Paróquias do País na rede informática através de um Provider Service da Igreja que opere via satellite junto às emissoras católicas. Por este meio e via Mail seria possível comunicar em tempo real com todos os recantos do País, distribuir e intercambiar informações e material didáctico, fazer cursos a distância para alfabetizadores, operadores de saúde, dar assessoria jurídica onde o advogado não chega, distribuir material escolástico para as escolas primárias, intercambiar experências e assessorias pastorais locais ou regionais e muito mais. Muitos benefícios chegariam, de facto, por este caminho às comunidades que actualmente estão isoladas.

Até aqui o maior investimento neste projecto foi de ampliar a discussão com os actores da Igreja que trabalham direta e indiretamente a comunicação: Comissão de Comunicação, Rádio Maria, Caritas, CIRM-CONFEREMO... Foram feitos contactos também para encontrar os candidatos que possam integrar a equipa que vai aprender a montar, gerir e actualizar a Web Site.

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